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Energia e eletricidade

Motor elétrico

O motor inverteu o gerador: tomou corrente e devolveu giro, substituindo correias de vapor por eixos limpos em oficinas e, depois, em casas.

Período1820–1888
Inventor ou responsáveisFaraday, Jacobi, Tesla e Westinghouse
Posição4 de 12

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Contexto histórico

Faraday fez um fio girar em torno de um ímã em 1821 — demonstração, não ferramenta. Moritz von Jacobi e outros construíram barcos e protótipos nas décadas de 1830–40, limitados pela pilha. O motor só vira industrial quando existe gerador barato. Na década de 1880, o motor de corrente contínua já aciona bondes; em 1888, Nikola Tesla descreve o motor de indução em corrente alternada, que Westinghouse comercializa.

A rivalidade AC/DC foi, em parte, uma disputa sobre qual motor escalaria melhor. O de indução, sem escovas frágeis, ganhou o chão de fábrica.

Como funciona

Corrente em um enrolamento, na presença de um campo, produz torque. No motor CC, o coletor inverte a corrente para manter o giro. No motor de indução, o campo giratório do estator arrasta correntes no rotor; o escorregamento é essencial ao torque. Rendimento alto e controle de velocidade — depois, com eletrônica — explicam a onipresença. O mesmo ferro e cobre, invertidos, geram ou motorizam.

Impacto na sociedade

A oficina deixa de alinhar todas as máquinas a um eixo central movido a vapor. Cada torno pode ter seu motor. Isso flexibiliza o layout fabril e reduz correias perigosas. Bondes e, mais tarde, elevadores e eletrodomésticos estendem o giro elétrico à cidade e à casa.

Do ponto de vista energético, o motor é o uso final dominante da eletricidade industrial. Gerar sem motorizar seria iluminar e pouco mais. A lista coloca o motor imediatamente após o gerador porque os dois são o mesmo fenômeno visto de pontas opostas do fio.

Curiosidade

Jacobi batizou um barco elétrico no Neva em 1839; as pilhas pesavam mais que o argumento comercial. Meio século depois, o problema já não era o motor, e sim onde gerar a corrente que o alimentava.

Por que esta posição. Quarto lugar: é a conversão que justifica a rede para a indústria. Sem motor, a eletricidade ilumina e telegrafa; com ele, move matéria. Só fica atrás de pilha, lâmpada e gerador porque esses três criam a premissa — fonte, demanda civil e oferta.

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